A queda com desejos de mudança
Votar por exclusão de partes é como escolher a camisola que nos assenta menos mal. Desde da última vez que refleti sobre a atividade política e económica do mundo, muitos acontecimentos de extrema importância estiveram na discussão no plano nacional e internacional. Um deles prende-se com a histórica derrota de Órban e a categórica vitória de Peter Magyar nas eleições legislativas da Hungria, numa mobilização considerável de um povo exausto da opressão e sobretudo do autoritarismo que muito prejudicou o nível de vida daqueles que tentavam fazer do seu país um lugar melhor. Os números são bastante esclarecedores: 53% escolheu o líder do mais recente partido húngaro, o Tisza, liderado pelo homem forte do sistema que se divorciou do derrotado da noite, depois de vários anos a acompanhá-lo. Pouco menos de 40% manteve-se do lado do autocrático Órban, que prontamente no dia 12 de abril deste mês comunicou o seu falhanço eleitoral. Embora esta campanha tenha assentado, pelo menos do lado do...