Desprezo pelo essencial
Desprezo pelo essencial Viveram-se dias conturbados. O país teve ruas inundadas que só agora começam a secar e entretanto já a nossa espuma mediática nos voltou a proporcionar opiniões prontas a serem servidas no imediato, alicerçadas numa argumentação frágil, vulnerável e pouco lógica. Reconstroem-se estradas, pontes, casas e de um certo modo a vida de alguns portugueses que, de um dia para o outro, passou de um céu sereno para um inferno ardente. A comunicação social, como já nos tem habituado, correu euforicamente para os escândalos forçados, uma vez que uma indignação bem preparada pode tornar-se um produto bastante apelativo nos dias que correm. Queríamos ação, sim. E houve excecionais exemplos, como foi o caso da ex-ministra Ana Abrunhosa, autarca de Coimbra que mostrou em poucos meses ter o perfil indicado para estas diligências. Mas o que confundimos nestas ocasiões é sem dúvida os sinónimos da palavra ação. Entra em cena a era gloriosa do novo desporto nacional de qu...