"Sou porque tu és"
“Sou porque tu és” Foi há 52 anos que o mundo perdeu um mestre dos versos, um fingidor do amor como sentimento e um compositor da arte escondida de amar. Destruiu muros opressores, derrubou barreiras frontais e cruéis que muitos dissabores lhe causaram. Foi mestre das palavras e das pontes, permitindo a união de muitos em torno da literatura castelhana. Julgado pelo sistema político e social, nunca se deixou derrubar. Os seus ideais de liberdade, de justiça e de honestidade confrontam com os de hoje. Ricardo Eliécer Neftalí Reyes, ou simplesmente Pablo Neruda, deixou-nos a 23 de setembro de 1973, vítima de homicídio. Não podemos apontar a falta de vozes. Todos gritam e vociferam, danados com o que têm e ambiciosos do que nunca tiveram. Falar não é tudo. Na verdade, de que serve falar se não se sente? De que serve sentir, se não se ama, se não se luta pelos outros? Em tempos de guerra, pede-se esclarecimento e taticismo, frieza e maturidade. A nobreza de caráter, a certeza da si...