Fogo que arde... e que se vê
Fogo que arde… e que se vê Agosto é um mês feliz. O expoente máximo do calor, das férias, da praia e do modo despreocupado para muitos. Mas não para todos. Não falarei de amor, embora o célebre verso de Camões (“Amor é fogo que arde sem se ver”) quase me obrigue a isso. Enquanto tentamos forçosamente descansar e aproveitar as vantagens do alheamento que cobre todo este mês, deparamo-nos inevitavelmente com um tema que insiste em marcar o nosso verão: os incêndios. A quantidade de hectares que ardem anualmente é excessiva (estimava-se quase 5% das áreas protegidas), especialmente quando falamos de um país tão pequeno mas tão rico em variedade de território, o que torna esta perda ainda mais dolorosa. Para quem já teve a possibilidade de conhecer cada recanto de norte a sul, creio que fica clara a mudança radical de relevo, conseguida através da passagem sucessiva de montanha para planícies. Neste ponto, falemos ora dos planaltos alentejanos que em nada são planos, ora da serra alg...