Por onde navegas?
Por onde navegas? "Sozinho na noite, um barco ruma para onde vai". É assim que Vasco da Gama, herói da nossa maior- e única- epopeia (escrita) é cantado pelos Xutos & Pontapés. Evoca-se a temível noite marítima, as incertezas dos ventos fortes trazidos pela vastidão do oceano, mas também a ilusão das sereias que tentam desviar a Armada Portuguesa do seu grande objetivo: explorar o inesperado. Urge a falta de tempo, de mantimentos, mas também de otimismo. "Tentaram prendê-lo," mas quem já nada teme é sem dúvida "o homem do leme". A escrita tem este poder: cantar e celebrar a utopia, levantar o copo que está, invariavelmente, meio cheio. No fim de contas, atinge-se de forma corajosa, brava e imperial a glória, cumprindo os desígnios com os quais no comprometemos. Mas nunca esqueçamos que, por detrás da glória, residem falhanços, frustrações e desaires difíceis de digerir, sendo esses os verdadeiros motores do conhecimento e da competição saudável rum...