"A-Venturas" deprimentes
Vivemos tempos de celebração. Chegou aquela altura em que os grandes “hits” dos anos 70 e 80 começam a completar quatro e cinco décadas de existência. Sucedem-se referências em jornais, “sites” e revistas musicais relativamente a uma das eras douradas da produção artística e da afirmação cultural de uma geração brindada com uma diversidade que será bastante difícil de alcançar. Num tom nostálgico de quem não os viveu, mas que gostava de o ter feito, assinalo os 40 anos do lançamento de um dos álbuns mais satíricos dos “The Smiths”, o notável “The Queen is dead” que muito furor provocou em meados de junho de 86. Falar da arte é também mencionar o estado social de um país. A crítica por mais mordaz e sagaz que muitas vezes nos pareça, é quase sempre prato principal. Comummente associada à vela que nunca se apaga, a esperança é um dos incentivos à produção e à concretização humana. Os diálogos e consensos assentam sempre numa base de confiança depositada na outra parte, nomeadamen...